O que é Transtorno do Pânico?

Características do Transtorno do Pânico

  • Ataques de pânico com frequência que geram sensação de medo ou mal-estar intenso acompanhados de sintomas físicos e cognitivos. Os ataques começam de repente e atingem sua intensidade máxima em até 10 minutos;
  • Pacientes com TP apresentam sofrimento psíquico e prejuízos funcionais, principalmente no ambiente de trabalho, uma vez que apresentam maiores taxas de absenteísmo e menor produtividade;
  • A prevalência dos ataques de pânico é muito comum, acometendo duas vezes mais as mulheres. Geralmente tem início no final da adolescência ou começo da vida adulta, com média entre os 20 e 30 anos;
  • O risco de TP pode ser até oito vezes maior quando o paciente apresenta casos de ansiedade diagnosticada na família;
  • É comum que pacientes com TP sofram por muito tempo com visitas às emergências médicas, na busca de explicações orgânicas para os seus sintomas de ansiedade;
  • Eventos estressantes, como transição de papéis profissionais ou perdas significativas, representam 90% dos casos de TP. Os pacientes geralmente vivenciam tais momentos conflitantes até 12 meses antes dos ataques de pânico começarem.

Como o Transtorno do Pânico é diagnosticado: 

  • O TP está classificado dentro do grupo dos transtornos de ansiedade, e seu diagnóstico é essencialmente clínico; 
  • Para fechar o diagnóstico de TP o paciente precisa preencher os seguintes critérios: ataques de pânico recorrentes e inesperados; ter pelo menos um ataque seguido de preocupação com os ataques seguintes, ou preocupação com relação as consequências desse ataque (como perder o controle da situação ou enlouquecer); 
  • Os ataques de pânico não podem estar associados ao uso de substâncias, como álcool, drogas ou medicações. Ou ainda serem provenientes de alguma condição de saúde, como o hipertireoidismo.

 Informações importantes sobre o tratamento: 

  • Existem três principais formas de tratamento para o TP: tratamento medicamentoso, psicoterapêutico e combinado
  • A necessidade e prescrição dos medicamentos sempre deverá ser feita pelo profissional especialista, geralmente o psiquiatra, que terá condições de avaliar a necessidade de cada paciente;
  • As terapias de abordagem cognitivo comportamental apresentam ótimos resultados nos tratamentos de TP, e podem ser realizadas em grupo ou individualmente; 
  • O tratamento combinado, que associa medicação e psicoterapia pode ser necessário em alguns casos, e traz benefícios durante e após o tratamento aos pacientes. 

É válido mencionar que os pacientes com TP – mesmo aqueles em tratamento – podem vivenciar momentos de oscilações dos sintomas, principalmente diante dos fatores estressores da vida. Por isso o acompanhamento de um profissional especializado é essencial, ele terá condições de te orientar e amparar em todas as fases do transtorno.

E se você que chegou até aqui e precisa de um profissional de confiança, agende seu horário com a psicóloga Ariana C Fernandes, que está à disposição para te auxiliar nesse processo.

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